Deputado Adão Pretto denuncia insistência do governador no aumento de impostos
Tarifaço vai tornar o RS a cesta básica mais cara do país
Deputado Adao Pretto denuncia insistência do governador no aumento de impostos
O povo gaúcho está angustiado desde o início de ano pela tentativa de aumento do ICMS por parte do governo Eduardo Leite.
No primeiro momento, o governador propôs um aumento de alíquota no estado – indo de 17% para 19,5%. Após muita discussão e manifestações contrárias – especialmente pela oposição, ele propôs o chamado “Plano B”, com o fim da isenção de itens da cesta básica. O tarifaço, que aconteceria por meio de decreto do executivo, a partir do dia 1º de abril, não entrou em vigor.
A principal razão para o recuo do governo em relação à medida foi uma derrota na Assembleia Legislativa, que obteve a maioria na sessão de 26 de março, para derrubar a proposta de Eduardo Leite.
Para se ter ideia, se o tarifaço entrasse em vigor em 1º de abril, itens como pão francês, ovos, leite, frutas e verduras deixariam de ser isentos de ICMS e passariam a ser tributados em 12%, deixando a cesta básica do RS a mais cara do Brasil.
Um dos deputados mais ferrenhos na denúncia do abuso do governo do Rio Grande do Sul nesse ponto é Adão Pretto Filho (PT):
“Conseguimos derrotar inicialmente o governo, que pretendia aumentar impostos, quebrando promessa de campanha. O governador Eduardo Leite disse que não aumentaria impostos na campanha de reeleição. Mas agora quer taxar os gaúchos, causando um enorme impacto, especialmente na população mais pobre. Ironicamente, ele pretende colocar em vigor esse tarifaço no dia 1º de maio – Dia do Trabalhador. Um absurdo!”, reforça Adão Pretto.
Não contente, Eduardo Leite encaminhou uma nova proposta, na qual pretende aumentar o ICMS do Rio Grande do Sul de 17% para 19%, praticamente a mesma que tratava como “Plano A”.
“Estivemos no governo do estado em duas oportunidades, com Olívio Dutra e Tarso Genro. Em ambos os mandatos do PT, dialogamos com os setores produtivos, para mantermos o caixa do Rio Grande do Sul em dia, sem atrasar salários, fazendo o estado crescer, sem a necessidade de aumentar impostos. O governador Eduardo Leite não mantém a palavra”, conclui o deputado.
