Família foi presa e acusada de fazer mulher deficiente de escrava
Suspeitos foram denunciados por vizinhos em Esteio
A Delegacia de Polícia de Esteio deflagrou na terça-feira (22/06) a Operação Alforria. Os alvos foram um casal e o filho deles que são acusados de fazerem uma mulher de 51 anos de escrava e a manterem em cárcere privado na Vila Barreira, no bairro Parque Primavera.
O fato chegou até a Polícia Civil após uma denúncia anônima. De acordo com a delegada Luciane Bertoletti, que investigou o caso, o denunciante relatou que a vítima – portadora de necessidades especiais – era mantida por um casal em cárcere privado e submetida a todo o tipo de violência. O crime já perdurava há, pelo menos, cinco anos, informou o delator.
Os investigadores descobriram que os acusados eram vizinhos da vítima. Eles são acusados de venderem a casa que ela residia e pegarem o seu cartão de benefício previdenciário. Em seguida, de acordo com a denúncia, começaram as crueldades. Conforme a denúncia a mulher ia se arrastando e tinha que trabalhar o dia inteiro e era mantida, por mais de 15 horas, sem comida e bebida. Ela só ganhava caso concluísse todas as tarefas. Além disso, era proibida de utilizar o banheiro antes de terminar seus afazeres. Por causa disso, a vítima teve uma grave infecção, já que acabava urinando nas roupas.
Se já não bastasse a escravidão denunciada, os policiais descobriram que um adolescente de 16 anos, filho do casal, começou a estuprar a vítima. Os pais sabiam de tudo e ainda faziam a mulher usar cocaína, diz a denúncia. “As condições em que a vítima foi encontrada denotam a crueldade dos crimes praticados pelo casal”, relata a delegada de Esteio.
O delegado regional Mario Souza, titular da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), ressalta que “foi uma situação terrível e criminosa, a pessoa deficiente estava em uma situação de muito sofrimento”. Por causa da Lei de Abuso de Autoridade, o nome dos envolvidos e da vítima, não foram divulgados.
