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Conheça os números do 28º Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer |
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| Espaço reúne agroindústrias, artesanato, plantas, mudas, flores e cozinhas, com produtos de diferentes faixas de preço | |
O Pavilhão da Agricultura Familiar chega à 49ª Expointer com 509 expositores de 216 municípios do Rio Grande do Sul. São 400 agroindústrias familiares, 74 empreendimentos de artesanato, 28 de plantas, mudas e flores e sete cozinhas. A estrutura também conta com a Cozinha Show, que prepara receitas utilizando produtos comercializados no próprio espaço.
A diversidade aparece também no perfil dos participantes. Nesta edição, 265 jovens estão à frente de empreendimentos e 179 são liderados por mulheres. Entre os expositores de artesanato, oito são indígenas e três quilombolas. Ao todo, 69 empreendimentos possuem certificação orgânica.
Os produtos comercializados abrangem diferentes segmentos, como embutidos, queijos, laticínios, pães, cucas, doces, geleias, mel, pescados, produtos da cana-de-açúcar, farinhas, vinhos, cachaças, sucos, frutas desidratadas, ovos, licores, erva-mate, grãos e cervejas artesanais. Os valores também variam de produtos de baixo custo a itens que chegam a centenas ou milhares de reais, de acordo com o tipo, a quantidade, o processo de elaboração e o grau de agregação de valor.
Produtos comercializados abrangem diferentes segmentos, como embutidos, queijos, laticínios, pães, cucas, doces e geleias - Foto: Ascom SDR
Para o diretor do Departamento de Agroindústria Familiar (DAF), Mauricio Neuhaus, a diferença de preços é parte da característica do pavilhão e demonstra a diversidade de produtos e públicos presentes no espaço. “A variedade de preços mostra que o pavilhão é um espaço democrático. É possível encontrar produtos para diferentes públicos e diferentes possibilidades de consumo. Ao mesmo tempo, quando um produto alcança um valor mais elevado, isso também demonstra a capacidade das famílias de agregar valor à produção, seja pela qualidade, pela forma de processamento, pela identidade do produto ou pelo modo como ele chega ao consumidor”, explicou o diretor.
509 expositores e mais de 1,5 mil empregos
A estrutura do pavilhão reúne empreendimentos de diferentes regiões do Estado e tem estimativa de geração de mais de 1,5 mil empregos durante os nove dias de feira.
Estrutura do pavilhão tem estimativa de geração de mais de 1,5 mil empregos durante os nove dias de feira
Para acompanhar esse crescimento, a estrutura deste ano conta com um mezanino, que amplia a área de permanência e possibilitou a organização dos espaços para receber todos os empreendimentos inscritos. Também foram incorporados mais equipamentos de refrigeração, ventiladores com aspersores, espaços de descanso e torres para carregamento de celulares.
A estrutura contratada segue as normas técnicas, sanitárias e de segurança necessárias para a comercialização dos alimentos e a circulação do público. As agroindústrias participantes estão regularizadas de acordo com as diferentes possibilidades de enquadramento sanitário.
Concurso amplia categorias
O pavilhão também recebe o 14º Concurso de Produtos da Agricultura Familiar. Em 2026, o concurso contará com 22 categorias, atendendo a demandas apresentadas pelos próprios agricultores familiares. Entre as categorias incluídas estão melado batido, doce cremoso de figo, erva-mate, queijo autoral e queijo artesanal serrano.
Os produtos serão avaliados por critérios específicos de cada categoria. Os três primeiros colocados recebem premiação, enquanto todos os participantes terão acesso às notas e aos pareceres dos jurados, que podem indicar pontos a serem aperfeiçoados nos produtos.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o Pavilhão da Agricultura Familiar vai além da comercialização de produtos. A programação reúne diferentes atividades e experiências que permitem ao público conhecer de perto o trabalho das agroindústrias familiares, seus processos de produção, saberes e tradições.
“Não se trata apenas de vender produtos, mas de mostrar o trabalho que existe por trás de cada agroindústria familiar e aproximar o público de quem produz”, destacou Paim.
Pavilhão da Agricultura Familiar em números
- 509 expositores
- 216 municípios representados
- 400 agroindústrias familiares
- 74 empreendimentos de artesanato
- 28 empreendimentos de plantas, mudas e flores
- 7 cozinhas
- 265 jovens à frente de empreendimentos
- 179 empreendimentos liderados por mulheres
- 69 empreendimentos com certificação orgânica
- 11 empreendimentos indígenas e quilombolas no artesanato
- 22 categorias no Concurso de Produtos da Agricultura Familiar
- Mais de 1,5 mil empregos estimados durante a Expointer
- Mais de 4,1 mil agroindústrias cadastradas no Peaf
O Pavilhão da Agricultura Familiar funciona de 29 de agosto a 6 de setembro, durante a 49ª Expointer, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Tradição e inovação caminham juntas no Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer
Produtos mostram como agricultores criam novas experiências a partir de receitas e ingredientes que atravessam gerações
Agroindústrias também têm investido em produtos para atender o mercado fitness e pessoas com dietas restritas - Foto: Ascom SDR
No 28º Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer, diferentes empreendimentos apostam na inovação, apresentando produtos que incorporam novos ingredientes, combinações, processos e formas de produção, sem necessariamente romper com a história que deu origem a cada agroindústria.
Entre os 509 empreendimentos participantes do pavilhão, 37 estão relacionados no levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) com produtos que apresentam algum diferencial, inovação ou lançamento. A relação reúne desde novos produtos até adaptações de receitas tradicionais, mostrando que inovar, na agricultura familiar, muitas vezes significa partir de algo que já existe e dar a ele uma nova possibilidade.
Há, por exemplo, produtos que combinam ingredientes tradicionais com novas formulações, como queijos autorais, doces, geleias, bebidas, panificados e derivados de produtos da propriedade. Também aparecem propostas que incorporam plantas alimentícias não convencionais (PANCs), novos processos de maturação e defumação e alternativas voltadas a diferentes públicos e formas de consumo.
Também há produtos que apostam na demanda por produtos mais saudáveis, com menos gordura, baixo teor de sódio e/ou açúcar, sem glúten, zero lactose ou com propostas que buscam agradar diferentes paladares ou necessidades dietéticas.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o desafio está em incentivar a capacidade de inovação dos agricultores familiares sem afastá-los da identidade de seus empreendimentos. “O desafio é estimular a inovação para que os agricultores familiares possam construir novas experiências sem esquecer a sua origem. Muitas vezes, a inovação não está em abandonar uma receita tradicional, mas em encontrar uma nova maneira de apresentá-la, combinar ingredientes ou desenvolver um novo produto a partir de um conhecimento que já existe.”
Empreendimentos reúnem desde novos produtos até adaptações de receitas tradicionais - Foto: Ascom SDR
Essa relação também aparece na compreensão do que é um lançamento. A SDR busca diferenciar produtos efetivamente novos de variações ou novos sabores desenvolvidos pelas agroindústrias. Em muitos casos, um novo produto nasce justamente da adaptação de uma receita existente, incorporando ingredientes disponíveis na propriedade ou conhecimentos transmitidos entre gerações.
Tradição que vem antes da inovação
Alguns empreendimentos presentes no pavilhão carregam uma trajetória que remonta à primeira edição do espaço, em 1999. Ao longo dos anos, mantiveram produtos que fazem parte do cotidiano das famílias gaúchas, enquanto também desenvolveram novas alternativas.
Entre esses produtores está Alexander de Liz, da Agroindústria Chácara dos Padres, do município de Bom Jesus, que aposta na receita centenária do queijo serrano, com a maturação em flores comestíveis como rosas, lavanda e alecrim.
O produtor explicou que a busca por essas inovações também se dá nos aspectos da queijaria e na melhora dos processos de produção. “Isso fortalece a qualidade do queijo gaúcho e as pequenas agroindústrias que levam o nosso queijo serrano."
A verdadeira inovação é a tradição
A ideia ajuda a explicar uma característica própria da agricultura familiar: o novo frequentemente nasce de um conhecimento antigo. Uma receita de família pode ganhar um novo ingrediente. Um produto conhecido pode encontrar uma nova forma de apresentação. Uma técnica tradicional pode ser aprimorada. E um ingrediente que sempre esteve na propriedade pode ganhar uma nova função.
Assim, o Pavilhão da Agricultura Familiar apresenta não apenas novidades, mas diferentes formas de continuidade. São produtos que mostram que inovar também pode significar preservar uma história e encontrar maneiras de fazê-la chegar às novas gerações.
Texto: Ascom SDR
Edição: Ascom Expointer




