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EDUCAÇÃO
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Conheça o HOB, projeto do Sistema FIERGS que leva robótica para professores e alunos
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Iniciativa Hands on Bot prevê formação inovadora para docentes e criação de Clubes de Robótica para estudantes
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Formar professores, mobilizar estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e conectar aprendizagem, futuro e desenvolvimento territorial: esses são os objetivos do Hands on Bot (HOB), iniciativa do Sistema FIERGS que busca apoiar as redes municipais de ensino na implementação das diretrizes de computação e envolver estudantes em experiências práticas de robótica e programação.
O projeto combina a formação continuada de professores com a criação de clubes de robótica em 10 cidades polo, contando também com a participação dos alunos em torneios e desafios regionais de robótica. A ação prevê mobilizar cerca de 1,8 mil alunos da rede pública com a aprendizagem prática em robótica, além de formar 180 educadores para atuação nos clubes.
Para a rede de ensino, o projeto apoia a implementação das diretrizes de computação, um complemento à Base Nacional Comum Curricular que já é obrigatório para toda a Educação Básica desde o início de 2026. A proposta fortalece a atuação dos professores como mediadores e multiplicadores para ampliar as experiências práticas com intenção pedagógica.
Já para a indústria, o programa aproxima os jovens das vocações produtivas locais para desenvolver colaboração, resolução de problemas e cultura tecnológica, contribuindo com a retenção de talentos gaúchos. A formação docente começa na primeira quinzena de junho com cem horas de atividades.
O cronograma inclui fundamentos pedagógicos, vivências didáticas, mentorias e acompanhamento em serviço, além do pagamento de uma bolsa mensal de R$ 650.
O percurso aborda os conceitos de robótica, as diretrizes de computação, a metodologia Steam e a aplicação prática nas salas de aula. Para isso o trabalho utiliza o GoGo Board, um kit acessível de robótica com oito sensores e uma placa de conexão com o computador, o que permite aos alunos a construção e a programação de diversos robôs.
A tecnologia é gaúcha, produzida pela Novus, empresa focada na fabricação de equipamentos eletrônicos. A metodologia Steam, sigla que une os termos em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, é uma abordagem educacional que integra todas essas áreas.
O objetivo é preparar os alunos para os desafios do século 21 com o desenvolvimento de habilidades como a criatividade, o pensamento crítico, a resolução de problemas e a colaboração.
O formato promove o aprendizado prático e aplicado, no qual os estudantes recebem incentivo para atuar em projetos reais e aprender trabalhando em equipe. A iniciativa visa transformar o cenário mapeado por dados do Instituto Sesi de Formação de Professores. O levantamento aponta que mais de 60% dos educadores ainda utilizam a tecnologia no nível de substituição, reproduzindo práticas já existentes sem transformação significativa da aprendizagem.
A mesma pesquisa indicou que os estudantes pedem experiências criativas conectadas ao território, ao futuro e ao mundo do trabalho. Com o projeto, os professores aprendem fazendo, adquirindo vivência prática para mediar projetos, registrar aprendizagens e conectar currículo e tecnologia, além de passarem por mentorias para aplicar os conhecimentos nos clubes e multiplicar a proposta nas escolas.
APRENDIZADO PRÁTICO PARA ALUNOS
Os clubes de robótica funcionam como o centro da iniciativa. Neles os estudantes aprendem criando soluções e desenvolvendo projetos com sensores e protótipos para a resolução de desafios reais.
Por meio da pesquisa, da construção, da programação, dos testes e da apresentação de soluções estimuladas pelo HOB, os jovens desenvolvem autoria, colaboração e pensamento computacional.
As atividades dos estudantes começam no dia 29 de junho e o projeto estipula uma bolsa mensal de R$ 65 para os jovens. O grande palco para os resultados do projeto será o Futur.E, evento programado para setembro, na sede do Sistema FIERGS, em Porto Alegre. Na ocasião os alunos classificados nos torneios regionais aplicarão seus protótipos e programações na resolução de missões e desafios reais.
Presente nas 10 regiões do estado, cada polo funciona como referência territorial para a formação de professores, a atuação dos clubes e a articulação com as prefeituras do entorno. As áreas impactadas englobam Região Metropolitana, Vale do Sinos, Encosta da Serra, Serra, Sul, Vale do Taquari, Noroeste, Central, Norte e Vale do Rio Pardo.
Os municípios parceiros indicam os participantes e organizam a carga horária de trabalho, garantindo também os deslocamentos necessários até unidades do Sesi-RS nas cidades polo, onde ocorrerão as formações dos educadores e as atividades práticas com os alunos.
MUNICÍPIOS QUE JÁ ADERIRAM AO PROJETO
• Arroio dos Ratos • Bento Gonçalves • Candelária • Canela • Canoas • Capão da Canoa • Capão do Leão • Caxias do Sul • Charqueadas • Esteio • Estrela • Glorinha • Ijuí • Imbé • Morro Redondo • Nova Santa Rita • Passo Fundo • Pelotas • Porto Alegre • Rio Grande • Rio Pardo • Santa Cruz do Sul • Santa Maria • Santa Rosa • São Marcos • Sinimbu • Triunfo • Vera Cruz • Xangri-Lá.

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